sexta-feira, junho 27, 2008

Deixo que a praia me ame...


Deixo que o Sol me queime...
Em mim corre o vento de liberdade
Que me faz correr e brincar,
Pular e dançar,
Rir e ser feliz.

Deixo que o Céu me abrace...
Em mim ilumina as pinceladas de azul
Que me fazem sonhar e suspirar,
Partir e não voltar,
Dormir e ser feliz.

Deixo que o Mar me arrase...
Em mim bate cada onda de véu branco
Que me limpa e me seduz,
Me alimenta e me consome,
Me devora e faz feliz.

Deixo que a Areia me embale...
Em mim adormece cada grão de ouro solto
Que me fazem deitar sem nunca me mexer,
Acordar com vontade de viver.

Deixo que a Praia me ame...
Que me queime, abrace, arrase e embale,
Que me faça feliz.




[@Praia D'el Rey]

quarta-feira, junho 25, 2008

Ninguém vive sem alguém


Ninguém nasceu para a solidão.
Sobrevivem lutando contra o seu mundo,
Resistem ao gritar do espírito por um luz que os acompanhe,
Ninguém nasceu para sobreviver,
Ninguém nasceu para a solidão.

Ninguém nasceu para viver sem amor,
Sem um ombro, sem um olhar enternecido,
Sem uma voz que insulte cada disparate,
Sem uma mão que nos enxugue a lágrima que teima em cair.

Somos todos e para todos.
Nascemos para amar e partilhar.
Nascemos para falar, conversas sem nexo tardes e tardes a fio.
Nascemos para viver a dois,
Nascemos para precisar de companhia.

Ninguém nasceu para a solidão.
Uma mesa repleta mas com uma só cadeira
É uma mesa vazia.
Uma gargalhada reflectida nas paredes de um quarto vazio
É uma gargalhada infeliz.
Uma lágrima caída no colo da almofada
É uma lágrima abandonada…

Porque ninguém vive sem alguém.
Um amigo para sempre,
Um amor eterno,
Um abraço sempre presente,
Um beijo a tudo resistente…

Ninguém vive sem alguém.

quarta-feira, junho 18, 2008

Olhos Negros


Feliz!
Profundo e desalinhado,
Um doce esgroviado,
Feliz!
No sorriso uma ternura de lunático,
Tudo vê, tudo sente,
Nada diz...

Mas é feliz o petiz de olhos negros,
Que no olhar tem a magia de outros tempos,
É esperança a criança de olhos negros,
Que nas mãos carrega sonhos
Após noite de pesadelos...

Olhos negros cristalinos de esperança,
Tonto vive e corre sem pressas,
Tonto chora e ri sem sentenças.

É feliz o petiz de olhos negros,
Doce apenas quando quer,
Ruim para quem não sabe ver
Que tem nos olhos esta criança o Mundo,
E nos seus olhos gira o Mundo à sua volta...

Pequena benção vês o Mundo em teu redor,
Teus olhos negros absorvem e devoram cada segundo,
Iluminas e contagias o teu enorme pequeno Mundo!