quinta-feira, setembro 25, 2008

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sexta-feira, agosto 22, 2008

Terceiro Acto


Finalmente sorri...

Da fraqueza fez a força
E na dor aprendeu a lutar.
De branco confiante deslizava.

Finalmente sorria...

De respiração sustida
O público nunca esqueceria aqueles segundos.
Muito mais que uma mulher,
Uma alma,
Um brilho,
As suas lágrimas criavam
O mais doce arco-iris aconchegado nas suas faces...

Era o dom de nos fazer sonhar,
De me fazer sonhar...

E as luzes apagaram-se.

Sem que pudesse reparar encontrava-me só na enorme sala já vazia.
E lá estava ela...
Olhava para mim, eu sentia que sim,
Pela primeira vez tinha a certeza
Que olhava para mim.
Desarmava-me...

Senti que aquele palco será nosso,
Teremos aquele mundo em comum
Num sonho em que seremos apenas um.

Estendeu-me a mão
E ao ouvido sussurrou-me:

"Um dia..."

quarta-feira, agosto 06, 2008

Segundo Acto


De olhos inchados volta a surpresa da peça,
Abanou a noite como só ela,
Esperando uma resposta
Os corações pararam á espera do seu próximo passo.

Lentamente percorreu todo o cenário,
De olhos no soalho
Um sorriso triste e arrependido
Reflectia no pequeno candeeiro no canto da sala.

Ergueu a cabeça,
Enxugou as lágrimas,
Como que a capa do primeiro acto tivesse caído
A soluçar cantou,
Encantou,
Devolveu a esperança a um público assustado…

Sentou-se,
Aquele olhar senti-o como um carinho,
Uma festa no rosto…
Nada disse.

Surpreendidos ficaram a ouvir o silêncio,
O mais belo texto alguma vez escrito,
Interpretado pela mais bela actriz alguma vez aparecida…

Levanta-se,
Percorre todo o cenário olhando cada um sem olhar ninguém...

Ainda não está pronta…
Surpreendentemente o público espera.

A cortina fecha-se….

sábado, agosto 02, 2008

Primeiro Acto


A cortina fecha…
O primeiro acto acaba.
Fica no ar a incerteza,
A angústia consome o momento.

Só…
O pano vermelho fixa-me o olhar e
Perco-me…
Descontrolada em palco vi algo que nunca tinha visto,
Descontrolada vagueava pelo cenário
Provocando a angústia de um público apaixonado,

A minha angústia pelo menos…

A cortina fechou sem me aperceber do que se passou…
Ideias, palavras, expressões, fins e começos
Gritavam na minha cabeça!

Não queria que a cortina se fechasse,
Não queria meditar,
Não queria reflectir,
Não queria me deixar a pensar,
Não queria que se tivesse aberto…

Vi no palco o lado desconhecido…
Agora conheço-te por completo
E não sei se queria…

Resta uma pergunta de esperança…
Eras tu?

A cortina abre-se…

sexta-feira, junho 27, 2008

Deixo que a praia me ame...


Deixo que o Sol me queime...
Em mim corre o vento de liberdade
Que me faz correr e brincar,
Pular e dançar,
Rir e ser feliz.

Deixo que o Céu me abrace...
Em mim ilumina as pinceladas de azul
Que me fazem sonhar e suspirar,
Partir e não voltar,
Dormir e ser feliz.

Deixo que o Mar me arrase...
Em mim bate cada onda de véu branco
Que me limpa e me seduz,
Me alimenta e me consome,
Me devora e faz feliz.

Deixo que a Areia me embale...
Em mim adormece cada grão de ouro solto
Que me fazem deitar sem nunca me mexer,
Acordar com vontade de viver.

Deixo que a Praia me ame...
Que me queime, abrace, arrase e embale,
Que me faça feliz.




[@Praia D'el Rey]

quarta-feira, junho 25, 2008

Ninguém vive sem alguém


Ninguém nasceu para a solidão.
Sobrevivem lutando contra o seu mundo,
Resistem ao gritar do espírito por um luz que os acompanhe,
Ninguém nasceu para sobreviver,
Ninguém nasceu para a solidão.

Ninguém nasceu para viver sem amor,
Sem um ombro, sem um olhar enternecido,
Sem uma voz que insulte cada disparate,
Sem uma mão que nos enxugue a lágrima que teima em cair.

Somos todos e para todos.
Nascemos para amar e partilhar.
Nascemos para falar, conversas sem nexo tardes e tardes a fio.
Nascemos para viver a dois,
Nascemos para precisar de companhia.

Ninguém nasceu para a solidão.
Uma mesa repleta mas com uma só cadeira
É uma mesa vazia.
Uma gargalhada reflectida nas paredes de um quarto vazio
É uma gargalhada infeliz.
Uma lágrima caída no colo da almofada
É uma lágrima abandonada…

Porque ninguém vive sem alguém.
Um amigo para sempre,
Um amor eterno,
Um abraço sempre presente,
Um beijo a tudo resistente…

Ninguém vive sem alguém.

quarta-feira, junho 18, 2008

Olhos Negros


Feliz!
Profundo e desalinhado,
Um doce esgroviado,
Feliz!
No sorriso uma ternura de lunático,
Tudo vê, tudo sente,
Nada diz...

Mas é feliz o petiz de olhos negros,
Que no olhar tem a magia de outros tempos,
É esperança a criança de olhos negros,
Que nas mãos carrega sonhos
Após noite de pesadelos...

Olhos negros cristalinos de esperança,
Tonto vive e corre sem pressas,
Tonto chora e ri sem sentenças.

É feliz o petiz de olhos negros,
Doce apenas quando quer,
Ruim para quem não sabe ver
Que tem nos olhos esta criança o Mundo,
E nos seus olhos gira o Mundo à sua volta...

Pequena benção vês o Mundo em teu redor,
Teus olhos negros absorvem e devoram cada segundo,
Iluminas e contagias o teu enorme pequeno Mundo!

quarta-feira, abril 23, 2008

E um dia...


Porque olho para ti e apanho-me a sorrir…

Um dia seremos nós…
Os nossos momentos num cantinho só nosso,
Porque olho para ti e apanho-me a sonhar…
Não sei se posso…

Pela janela entra o cheiro a terra molhada,
Lençóis brancos desmaiados ao nosso colo…
Um cacau quente, um beijo e uma torrada,
Porque olho para ti e apanho-me a sonhar…
Não sei se posso…

Um sorriso que me desmente,
Que me solta e que me prende.
Um olhar que me fascina,
Que me desalinha e surpreende…

E um dia seremos nós…
O futuro é hoje, é agora, é contigo.
O futuro é amanha, é depois, é contigo…
E um dia seremos os dois…
O vento sopra e assobia
Um cantarolar que nos embala,
Uma melodia que nos acompanha,
Uma balada que nos guia…

Porque olho para ti e apanho-me a sorrir…

segunda-feira, abril 07, 2008

Irmãos de Armas


Se a vida nos ensina a sonhar e sofrer,
Deixamos correr…

Irmãos de armas,
De aventuras e ilusões,
Irmãos de sangue,
Irmãos de amor,
De sonhos e recordações…

Lágrimas e gargalhadas de um tempo feliz,
Personalidades cruzadas numa distância que não se diz…

Irmãos de armas,
De confidências e esperança,
Irmãos de sangue,
Irmãos de amor,
Sem rancor e sem cobrança.

Amizade pura,
Incondicional…
Saudade feliz,
Incondicional…

A distância não apaga o que o tempo ergueu,
O tempo não apaga o que a distância fortaleceu…

Irmão de armas,
De guerras e desafios,
Irmãos de sangue,
Irmãos de amor,
Irmãos para sempre…






Saudades tuas Mano Véio!

segunda-feira, março 24, 2008

Feliz


Viver!
Contigo a meu lado
É tão pouco complicado
Amar!
Num abraço de intimidade
Torna tão simples a vontade de
Sorrir!
Um sorriso brilhante,
Um olhar penetrante
Que me faz ser
Feliz!
Como nunca sonhei,
Nunca imaginei,
Nunca mereci…

Feliz!
Na inocência de um carinho,
Na tua presença genuína,
Feliz!
Um coração de mel,
Um destino de papel
Onde escrevemos
Feliz!
Contigo? Sempre…
Feliz!

sexta-feira, fevereiro 08, 2008

Doce Sabor


São duas lágrimas
Que o tempo secou,
São duas mãos
Que o amor uniu,
São dois sorrisos
Que o destino desenhou,
São dois corações
Que uma cidade descobriu.

Nuvens negras apagadas pelo vento
Devolvem a esperança e dão um novo alento.
Um passado esquecido,
Um futuro renascido,
Um medo apagado
Por um beijo rendido.

Nuvens negras aparecidas na noite,
Fantasmas de um mundo que não me pertence…
Passados teus,
Medos meus,
O grito de alguém
Que um dia te perdeu…

Encontramo-nos num olhar em que nos perdemos,
Perdidos navegamos, sonhamos, vivemos…
Encontrados afastamos fantasmas e demónios
Ao doce sabor de um “amo-te”.

Acordamos…
Oiço a calma,
Oiço o rio a passar e as cortinas a bater levemente na minha janela…
Juntos afastamos pesadelos e pressentimentos,
Amando e suspirando a todos os momentos
Ao doce sabor de um “bom dia”.

quinta-feira, janeiro 31, 2008

Um ano depois...

Ensinaste-me tanto...
As malandrices e os segredos,
Ensinaste-me a respeitar e a ser respeitado,
Ensinaste-me Lisboa,
Mostraste-me o Castelo e as ruas mais secretas...

Tardes seguidas a aprender dominó,
Fazias batota para eu ganhar e mesmo assim ganhavas,
Melão e arroz de frango,
Ruas Augustas e Ruas Augustas de conversas sem sentido,
Temporais e temporais abrigado por ti...

És e para sempre serás o porto de abrigo de toda a familia...
És e para sempre serás O Moreira.


O mês que te viu nascer viu-te partir,
O mês que me viu nascer viu o teu ultimo sorriso,
Que um ano depois não se apaga...

segunda-feira, janeiro 07, 2008

Queria


Queria te dar o mundo,
Tornar cada pedaço de sonho em realidade.
Queria te dar tudo,
O céu e as estrelas,
Um sorriso de felicidade.

Queria ser o príncipe,
Subir à torre mais alta e chegar até ti,
Queria ser o rei,
Ter tudo o que mereces e entregá-lo só a ti.

Queria falar…
Mas estas linhas são o meu espelho
E nelas me confesso…
Sinto que és tanto e eu tão pouco…

Sinto-me pequeno…
Mereces tanto e tenho tão pouco,
Queria pedir…
Que o amor que tenho por agora seja suficiente,
Queria te dar tudo,
És a mulher da minha vida e sinto-me impotente…

Tal como o Sol que nasce no horizonte de um conto
Os teus olhos brilham,
Queria ser a luz que os ilumina,
Queria traçar no teu rosto um sorriso que não se apague,
Porque te amo,
E é tudo o que te posso dar,
O meu coração é teu e foi feito para te amar…

Sou uma criança…
Uma criança apaixonada…