terça-feira, agosto 28, 2007

Da minha janela


Acordar e ver pela janela esta cidade,
Saber que nem por um segundo os seus traços se apagaram do meu olhar,
Que cada som ecoava a cada grito de saudade,
Saber que nem por um segundo esqueci esta cidade que aprendi a amar.

Na rua vejo a cidade pacata e traiçoeira que deixei,
Que entre o Sol e a poeira abrigou o seu maior bem...
Seu que tornei meu...
Aquele brilho único ao qual me entreguei...

Cidade que me devolveu o sorriso,
Que me fez acreditar que tudo pode acontecer a quem acredita,
Que me fez sonhar.

Cidade que me devolveu a esperança,
Que me fez acreditar que a perfeição existe para quem acredita,
Que me fez pular, cantar, gritar.

Ruas que transformaram o desconhecido num caminho encontrado,
O medo e a dúvida na certeza que há coisas que são simplesmente...porque sim.
Caminhos solitários cruzados numa cavalgada desenfreada de emoções,
Coincidências em destino de quem acredita na felicidade...porque sim.

Ao som das máquinas escrevo,
Ao som da cidade que aprendi a amar,
Por ti...porque sim.

2 comentários:

Malae disse...

Por vezes, temos que percorrer pequenos (grandes) espaços para nos sentirmos em casa. Que encontrámos o espaço que nos faz feliz, que nos aconchega e tanto nos diz.

Mais uma vez, cm tu tão bem sabes fazer! =)

Beijinhos, neto!
Malae***********

PS: Cm teu fotolog não deixa a minha pessoa comentar :S Mitra, naquela foto só tu! :P ahahaha! Maninhos giros! *

Erica disse...

Há cidades que são assim. Portos de abrigo, seguros e constantes. Cidades que nunca pensámos sequer conhecer, quanto mais amar e viver.
E nessas ruas re-aprendemos a acreditar, a sorrir e a sonhar. Nessas cidades que são todas as pessoas que lá moram, todas as casualidades que lá acontecem, todos os momentos que lá passamos. Nessas cidades que nos devolvem a vida somos felizes.
E de repente pertencemos a outro lugar. O impensável acontece, e sem sequer percebermos largámos tudo.

Como te compreendo, maninho.