
Acordar e ver pela janela esta cidade,
Saber que nem por um segundo os seus traços se apagaram do meu olhar,
Que cada som ecoava a cada grito de saudade,
Saber que nem por um segundo esqueci esta cidade que aprendi a amar.
Na rua vejo a cidade pacata e traiçoeira que deixei,
Que entre o Sol e a poeira abrigou o seu maior bem...
Seu que tornei meu...
Aquele brilho único ao qual me entreguei...
Cidade que me devolveu o sorriso,
Que me fez acreditar que tudo pode acontecer a quem acredita,
Que me fez sonhar.
Cidade que me devolveu a esperança,
Que me fez acreditar que a perfeição existe para quem acredita,
Que me fez pular, cantar, gritar.
Ruas que transformaram o desconhecido num caminho encontrado,
O medo e a dúvida na certeza que há coisas que são simplesmente...porque sim.
Caminhos solitários cruzados numa cavalgada desenfreada de emoções,
Coincidências em destino de quem acredita na felicidade...porque sim.
Ao som das máquinas escrevo,
Ao som da cidade que aprendi a amar,
Por ti...porque sim.